Estamos vivendo um período de transição da dificuldade de comunicação para a pluralidade opcional de relações.Todavia, o que deveria causar a aproximação das pessoas, indubitavelmente, está as afastando.
Em uma sociedade capitalista na qual “tempo é dinheiro”, a comodidade de comunicação que a tecnologia permite faz os relacionamentos ficarem restritos à vida virtual. A falta de afetos torna-se principal consequência dessa nova forma de vida, gerando pessoas despreocupadas com o próximo e o que está ao seu redor. Entretanto, diferentemente do que é percebido, é possível a mútua convivência entre inovações e relacionamentos; basta a existência de uma visão menos superficial da sociedade. Todos sabemos que o dinheiro é necessário para a sobrevivência, mas nos esquecemos que a razão da vida não é ele, e sim o nosso aproveitamento ao lado de quem gostamos.
Com o pensamento racional, é possível cegar a conclusão de que a nossa principal dependência é a das pessoas e não dos avanços digitais: basta revermos o que sabemos, porém é esquecido na correria do cotidiano. Manter o contato pessoal reforça laços que são o combustível diário que dá sentido à existência. O esforço contido na procura por um tempo para “regar amizades” é, inquestionavelmente, recompensador.
Sem dúvida, a sociedade deve rever suas prioridades. A comunicação virtual pode existir, mas cabe ao cidadão a consciência de que ela não deve ser o único meio de convivência. Portanto, sair da comodidade é a principal forma para conseguirmos o nosso motivo de vivência: as relações.
vestibular de verão/2012 FMP












